É evidente que diferentes pessoas fariam listas diferentes de características entre estes dois países, Brasil - EUA, que lhes parecessem relevantes.
Vou listar, a seguir, as diferenças que mais notei, algumas cultuais, outras não..
1) dizer ´thank you´ e ´excuse-me´
(os americanos dizem muito mais ´obrigado´ e ´desculpe-me/com licença´ do que os brasileiros). Isto faz com que eles nos achem mal-educados, mesmo em relação a pessoas que aqui seriam consideradas normais, ou até bem-educadas.
2) o espaço físico entre as pessoas é muito maior lá do que aqui.
Nos Estados Unidos as pessoas não parecem tolerar a proximidade do outro, especialmente no caso de completos desconhecidos (em uma fila qualquer, por exemplo);
3) atualmente, o preço de se comer fora (em um restaurante comum, sem ´estrelas´) está muito maior aqui do que lá, dependendo (claro) de onde se come e do que se come.
Um sanduíche maravilhoso lá custa de 9 a 11 dólares (sanduíche que você mal consegue comer, de tão grande, além de gostoso). Nas quase 4 semanas em que lá estive nunca cheguei a comer um sanduíche de mais de $ 9.50.
4) a despreocupação das pessoas, quanto a possíveis roubos/assaltos é, claro, muito maior lá (maior despreocupação) do que aqui.
5) o medo e tensão das autoridades constituídas, em aeroportos, é muito maior lá do que aqui.
(o tal do Homeland Security, responsável pela segurança em aeroportos, trabalha sobre imensa pressão e isto se reflete, naturalmente, no modo estúpido com que eles, muitas vezes, tratam o público)
6) há pobreza lá como aqui.
7) há uma ´pobreza´/marginalidade que não conseguimos, nós brasileiros, entender muito bem.
Causa-nos estranheza, por exemplo, uma pessoa, de aparência miserável, com um cartaz, em Berkeley, que diz: ¨Tenho preguiça de assaltar as pessoas, dê-me dinheiro para cerveja".
Assim como, uma outra pessoa, também com aparência miserável, em San Francisco, com um cartaz dizendo: "Dê-me dinheiro para fumar maconha!".
8) é muito fácil, nos Estados Unidos, sucumbir à tentação de "comer porcarias", como comida do McDonald´s , ou batatas fritas.
A batata frita americana é UMA DELÍCIA. Nunca comi batata frita murcha lá. É perfeitamente possível comer batata frita pela manhã, à tarde e à noite. E será sempre gostosa. Por isso, talvez, o número de pessoas obesas é maior lá do que aqui. Lá não é raro ver pessoas MUITO OBESAS, com obesidade mórbida...
Esses são os fatos que notei de imediato. Se pensar mais, poderei aumentar essa lista, provavelmente.
Meu amigo Zé Colmeia
Saturday, 6 August 2011
Wednesday, 3 August 2011
Chegada ao Rio de Janeiro
Após uma viagem de pouco mais de 50 (cinquenta horas), finalmente cheguei ao aeroporto do Galeão.
Minha mala despachada esperava por mim no balcão da U.S. Airways e cheguei aqui em casa cansado mas bem.
Acho que vou encerrar o blog "Meu amigo Zé Colmeia", narrando nossa tentativa (da Angela, turista-furacão, e minha de avistar um urso lá no Parque de Yellowstone, no Estado de Wyoming, o que não aconteceu (fomos ver dois ursos, o Coola e o Grinder, em Vancouver somente).
Estou pensando em começar um outro blog, para os que se interessarem, e neste novo blog vou escrever em inglês, pois tenho vários alunos particulares de inglês que talvez se beneficiassem disso.
Embora eu considere o presente blog encerrado, pode ser que acrescente alguma foto, ou pensamento, proximamente.
Obrigado, aos meus vários leitores fiéis, bem como aos outros leitores ocasionais. Os comentários, no blog, ou em "off", foram muito bem-vindos, porque pude reelaborar pensamentos mal colocados.
Minha mala despachada esperava por mim no balcão da U.S. Airways e cheguei aqui em casa cansado mas bem.
Acho que vou encerrar o blog "Meu amigo Zé Colmeia", narrando nossa tentativa (da Angela, turista-furacão, e minha de avistar um urso lá no Parque de Yellowstone, no Estado de Wyoming, o que não aconteceu (fomos ver dois ursos, o Coola e o Grinder, em Vancouver somente).
Estou pensando em começar um outro blog, para os que se interessarem, e neste novo blog vou escrever em inglês, pois tenho vários alunos particulares de inglês que talvez se beneficiassem disso.
Embora eu considere o presente blog encerrado, pode ser que acrescente alguma foto, ou pensamento, proximamente.
Obrigado, aos meus vários leitores fiéis, bem como aos outros leitores ocasionais. Os comentários, no blog, ou em "off", foram muito bem-vindos, porque pude reelaborar pensamentos mal colocados.
Tuesday, 2 August 2011
O relógio a vapor...

Alguns 'posts' atrás falei do relógio a vapor, que existe no bairro Gastown, em Vancouver.
Quando dá a hora, o relógio 'espirra' vapor em jatos, tantos jatos quantos forem as horas que ele está 'anunciando'.
Vou anexar mais uma foto desse curioso relógio, foto esta tirada enquanto o relógio orgulhosamente espirrava vapor...
Aqui vai uma historinha sobre este (e outros) relógio a vapor..
A steam clock is a clock which is fully or partially powered by a steam engine. Only a few functioning steam clocks exist, most designed and built by Canadian horologist Raymond Saunders for display in urban public spaces. Steam clocks built by Saunders are located in Otaru, Japan; Indianapolis, USA; and the Canadian cities of Vancouver, Whistler and Port Coquitlam, all in British Columbia. Steam clocks by other makers are installed in St Helier, Jersey and at the Chelsea Farmers' Market in London, England.
Although they are often styled to appear as 19th-century antiques, steam clocks are a more recent phenomenon inspired by the Gastown steam clock built by Saunders in 1977. One exception is the steam clock built in the 19th century by Birmingham engineer John Inshaw to demonstrate the versatility of steam power.
Voo confirmado
O voo 800, da US Airways, de Charlotte, Carolina do Norte, para o Rio de Janeiro, RJ, foi confirmado.
Já estou com o cartão de embarque (desde ontem) e já ficaram com o meu papelzinho branco (acho que é da imigração). O avião está estacionado e devem estar enchendo o bichinho de comida, para os passageiros poderem comprar bastante comida...
A US Airways só dá uma refeição, para viagens de mais de 6, ou 8, ou 10 horas (não me lembro do regulamento), e somente bebidinhas, para viagens aquém de 5 ou 6 horas.
Deve fazer parte da campanha para manter os americanos e os visitantes esbeltos.
Vejamos se os meus alunos vão me achar muito, muito mais magro, esquelético, quem sabe...
Já estou com o cartão de embarque (desde ontem) e já ficaram com o meu papelzinho branco (acho que é da imigração). O avião está estacionado e devem estar enchendo o bichinho de comida, para os passageiros poderem comprar bastante comida...
A US Airways só dá uma refeição, para viagens de mais de 6, ou 8, ou 10 horas (não me lembro do regulamento), e somente bebidinhas, para viagens aquém de 5 ou 6 horas.
Deve fazer parte da campanha para manter os americanos e os visitantes esbeltos.
Vejamos se os meus alunos vão me achar muito, muito mais magro, esquelético, quem sabe...
Viajando há 36 horas...
Viajar 36 horas, antes de começar o trecho que realmente interessa (isto é, o trecho EUA-Brasil) é um pouquinho frustrante.
Estou há 35 horas 'no ar', sem ter quase saído do lugar. A única coisa que fiz, até agora, foi atravessar os Estados Unidos, de San Francisco para Charlotte, um voo de quase cinco horas.
Até agora o meu voo, o voo 800 da U.S. Airways, ainda não consta do painel eletrônico do aeroporto. São 7 da noite aqui (8 da noite no Brasil) e o avião está (ou estava?) previsto para sair às 10 e meia da noite (horário daqui).
Como já disse a vocês na vinda, a U.S. Airways está sempre preocupada com a obesidade de seus clientes, então eles são um pouco reticentes em fornecer 'vouchers' de alimentação. Nessas 35 horas decorridas, só me forneceram agora, um voucher de 15 dólares. Um sanduíche e um suco, ou uma salada e um suco, a cada 36 horas, deve aumentar consideravelmente a receita da companhia, além de me manter a barriga 'nos conformes'.
Vejamos como serão as próximas horas...
Para o bem da verdade, no presente caso,não tenho o que reclamar. A culpa de ter perdido o voo foi exclusivamente minha, por ter ignorado solenemente esse tal de fuso horário. O relógio eletrônico aqui do aeroporto dizia, em um cantinho inferior de um imenso painel de horários, a hora local. Não notava quem fosse distraído e eu fui distraído.
Achei, por um momento, que eles não fossem nem me dar um bilhete para o próximo voo. Se eles não me dessem, eu não teria como reclamar.
O chato é saber que os pilotos (ou seu sendicato) está brigando com a companhia e vários voos estão sendo cancelados.
Se meu voo de hoje for cancelado, vão me mandar para um hotel. Já estou até me acostumando à situação, só que a falta de roupas limpas poderá causar algum impacto ambiental negativo nos circunstantes, o que vou lamentar de todo o coração...
Estou há 35 horas 'no ar', sem ter quase saído do lugar. A única coisa que fiz, até agora, foi atravessar os Estados Unidos, de San Francisco para Charlotte, um voo de quase cinco horas.
Até agora o meu voo, o voo 800 da U.S. Airways, ainda não consta do painel eletrônico do aeroporto. São 7 da noite aqui (8 da noite no Brasil) e o avião está (ou estava?) previsto para sair às 10 e meia da noite (horário daqui).
Como já disse a vocês na vinda, a U.S. Airways está sempre preocupada com a obesidade de seus clientes, então eles são um pouco reticentes em fornecer 'vouchers' de alimentação. Nessas 35 horas decorridas, só me forneceram agora, um voucher de 15 dólares. Um sanduíche e um suco, ou uma salada e um suco, a cada 36 horas, deve aumentar consideravelmente a receita da companhia, além de me manter a barriga 'nos conformes'.
Vejamos como serão as próximas horas...
Para o bem da verdade, no presente caso,não tenho o que reclamar. A culpa de ter perdido o voo foi exclusivamente minha, por ter ignorado solenemente esse tal de fuso horário. O relógio eletrônico aqui do aeroporto dizia, em um cantinho inferior de um imenso painel de horários, a hora local. Não notava quem fosse distraído e eu fui distraído.
Achei, por um momento, que eles não fossem nem me dar um bilhete para o próximo voo. Se eles não me dessem, eu não teria como reclamar.
O chato é saber que os pilotos (ou seu sendicato) está brigando com a companhia e vários voos estão sendo cancelados.
Se meu voo de hoje for cancelado, vão me mandar para um hotel. Já estou até me acostumando à situação, só que a falta de roupas limpas poderá causar algum impacto ambiental negativo nos circunstantes, o que vou lamentar de todo o coração...
Três conselhos para quem viaja
Tenho 3 conselhos valiosos:
1) saia para o aeroporto, de onde você vai viajar, com 10 horas de antecedência, no mínimo;
2) acerte seu relógio pela hora local, ao invés da hora louca de seu país, ou da hora da última cidade onde você esteve;
3) seja bem gentil para com os 'carrascos' da Homeland Security.
Em relação ao ponto (2) acima, já me disse o sábio Arlo: "that's one of the reasons why I prefer not to wear a wrist watch".
Acho que ele quis dizer que usa relógios de aparelhos que se ajustam automaticamente ao horário local, sofisticação esta que acaba nos atrapalhando (e esse 'nos' talvez somente me inclua), por não sermos tão informatizados assim...
Quanto ao conselho (3) acima, tratar bem o seu semelhante é sempre 'cool', como eles dizem por aqui. Os caras são estressadíssimos, procurando bomba onde não há. Quando eles ouvem um elogio, se derretem todos.
Hoje, aqui em Charlotte, uma 'leoa de chácara' da Homeland Security, ao ver tantos sorrisos meus, disse (abrindo me passaporte): "I like your name!" Agradeci a ela, perguntei qual era o nome dela e ela respondeu "Lisa". Aí, eu 'joguei meio sujo' e repliquei: "I like your name too!". A moça achou bem engraçado e simpático e ficou rindo sozinha.
Hoje os caras me passaram no scanner de corpo. Viram o que quiseram e não esboçaram reação maior. Mas sorriram bastante, como resposta a meus incontidos acenos de cabeça e sorrisos, feito um japonês, que não sou...
1) saia para o aeroporto, de onde você vai viajar, com 10 horas de antecedência, no mínimo;
2) acerte seu relógio pela hora local, ao invés da hora louca de seu país, ou da hora da última cidade onde você esteve;
3) seja bem gentil para com os 'carrascos' da Homeland Security.
Em relação ao ponto (2) acima, já me disse o sábio Arlo: "that's one of the reasons why I prefer not to wear a wrist watch".
Acho que ele quis dizer que usa relógios de aparelhos que se ajustam automaticamente ao horário local, sofisticação esta que acaba nos atrapalhando (e esse 'nos' talvez somente me inclua), por não sermos tão informatizados assim...
Quanto ao conselho (3) acima, tratar bem o seu semelhante é sempre 'cool', como eles dizem por aqui. Os caras são estressadíssimos, procurando bomba onde não há. Quando eles ouvem um elogio, se derretem todos.
Hoje, aqui em Charlotte, uma 'leoa de chácara' da Homeland Security, ao ver tantos sorrisos meus, disse (abrindo me passaporte): "I like your name!" Agradeci a ela, perguntei qual era o nome dela e ela respondeu "Lisa". Aí, eu 'joguei meio sujo' e repliquei: "I like your name too!". A moça achou bem engraçado e simpático e ficou rindo sozinha.
Hoje os caras me passaram no scanner de corpo. Viram o que quiseram e não esboçaram reação maior. Mas sorriram bastante, como resposta a meus incontidos acenos de cabeça e sorrisos, feito um japonês, que não sou...
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