Tuesday, 2 August 2011

Uma reunião de negócios

No penúltimo dia em que estive na residência do Arlo, no The Convent, participei, como 'ouvinte' de uma "reunião de negócios".

Da reunião participavam todos os residentes que não estavam viajando (já que são as férias de verão daqui e várias pessoas aproveitam para viajar, ver seus pais, namorados, namoradas, etc.). Além dos residentes, havia uns 3 'agregados', isto é, pessoas que estavam visitando o The Convent, dos quais um era eu.

Nesta reunião foram discutidos vários assuntos de interesse da comunidade, a maioria dos quais relativos à alocação de recursos da casa. Houve assuntos, relativos à entrega do leite que os residentes usam.

A comida do The Convent é uma mistura de 'alimentos personalizados' (os residentes põem seus nomes nas comidas que compram, identificando-os nas enormes geladeiras da cozinha) e alimentos pertencentes à comunidade de residentes. Entre estes últimos está leite, pão e manteiga, por exemplo.

Em outras palavras, ninguém passa fome, jamais, e todos têm liberdade de usarem seus alimentos 'personalizados', caso queiram almoçar, ou jantar, algo diferente.

A reunião, muito parecida a uma 'reunião de condomínio' aí do Brasil, foi conduzida com profunda seriedade. Começou no horário, havia exigência estatutária de quorum, os votos eram sempre computados ('x' concordam, 'y' discordam, 'w' se abstêm) e o bom humor imperava (ao contrário da maioria das reuniões de condomínio que acontecem no Brasil, pelo que posso julgar corretamente...).

A reunião durou pouco mais de uma (1) hora, foram tomadas várias decisões importantes (ao contrário das reuniões de condomínio do Brasil), o clima foi de absoluta cordialidade (ao contrário...no Brasil...), ninguém virou inimigo de ninguém após a reunião (ao contrário...no Brasil...).

Achei valiosa experiência de poder ver, de perto, que uma gestão participava pode funcionar, desde que haja maturidade para tal.

Como conseguir ter essa maturidade, é complicado equacionar.

Mas é muito possível, porque ocorre aqui. Pode também ocorrer lá e acolá...

Disso podemos concluir que temos, sim, o que aprender com os americanos, ainda que possamos discordar de macropolíticas vigentes.

Encontrei algumas pessoas, americanas, bem críticas das políticas americanas como um todo.

Isso não interfere minimamente, pelo que pude observar, com a gestão da vida pessoal de cada um, com o funcionamento do dia a dia dos estudantes pósgraduados, no que concerne à sua moradia.

This is food for thought.

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