Saturday, 6 August 2011

Algumas diferenças entre os Estados Unidos e o Brasil

É evidente que diferentes pessoas fariam listas diferentes de características entre estes dois países, Brasil - EUA, que lhes parecessem relevantes.

Vou listar, a seguir, as diferenças que mais notei, algumas cultuais, outras não..

1) dizer ´thank you´ e ´excuse-me´
(os americanos dizem muito mais ´obrigado´ e ´desculpe-me/com licença´ do que os brasileiros). Isto faz com que eles nos achem mal-educados, mesmo em relação a pessoas que aqui seriam consideradas normais, ou até bem-educadas.

2) o espaço físico entre as pessoas é muito maior lá do que aqui.
Nos Estados Unidos as pessoas não parecem tolerar a proximidade do outro, especialmente no caso de completos desconhecidos (em uma fila qualquer, por exemplo);

3) atualmente, o preço de se comer fora (em um restaurante comum, sem ´estrelas´) está muito maior aqui do que lá, dependendo (claro) de onde se come e do que se come.
Um sanduíche maravilhoso lá custa de 9 a 11 dólares (sanduíche que você mal consegue comer, de tão grande, além de gostoso). Nas quase 4 semanas em que lá estive nunca cheguei a comer um sanduíche de mais de $ 9.50.

4) a despreocupação das pessoas, quanto a possíveis roubos/assaltos é, claro, muito maior lá (maior despreocupação) do que aqui.

5) o medo e tensão das autoridades constituídas, em aeroportos, é muito maior lá do que aqui.
(o tal do Homeland Security, responsável pela segurança em aeroportos, trabalha sobre imensa pressão e isto se reflete, naturalmente, no modo estúpido com que eles, muitas vezes, tratam o público)

6) há pobreza lá como aqui.

7) há uma ´pobreza´/marginalidade que não conseguimos, nós brasileiros, entender muito bem.
Causa-nos estranheza, por exemplo, uma pessoa, de aparência miserável, com um cartaz, em Berkeley, que diz: ¨Tenho preguiça de assaltar as pessoas, dê-me dinheiro para cerveja".
Assim como, uma outra pessoa, também com aparência miserável, em San Francisco, com um cartaz dizendo: "Dê-me dinheiro para fumar maconha!".

8) é muito fácil, nos Estados Unidos, sucumbir à tentação de "comer porcarias", como comida do McDonald´s , ou batatas fritas.
A batata frita americana é UMA DELÍCIA. Nunca comi batata frita murcha lá. É perfeitamente possível comer batata frita pela manhã, à tarde e à noite. E será sempre gostosa. Por isso, talvez, o número de pessoas obesas é maior lá do que aqui. Lá não é raro ver pessoas MUITO OBESAS, com obesidade mórbida...

Esses são os fatos que notei de imediato. Se pensar mais, poderei aumentar essa lista, provavelmente.

Wednesday, 3 August 2011

Chegada ao Rio de Janeiro

Após uma viagem de pouco mais de 50 (cinquenta horas), finalmente cheguei ao aeroporto do Galeão.

Minha mala despachada esperava por mim no balcão da U.S. Airways e cheguei aqui em casa cansado mas bem.

Acho que vou encerrar o blog "Meu amigo Zé Colmeia", narrando nossa tentativa (da Angela, turista-furacão, e minha de avistar um urso lá no Parque de Yellowstone, no Estado de Wyoming, o que não aconteceu (fomos ver dois ursos, o Coola e o Grinder, em Vancouver somente).

Estou pensando em começar um outro blog, para os que se interessarem, e neste novo blog vou escrever em inglês, pois tenho vários alunos particulares de inglês que talvez se beneficiassem disso.

Embora eu considere o presente blog encerrado, pode ser que acrescente alguma foto, ou pensamento, proximamente.

Obrigado, aos meus vários leitores fiéis, bem como aos outros leitores ocasionais. Os comentários, no blog, ou em "off", foram muito bem-vindos, porque pude reelaborar pensamentos mal colocados.

Tuesday, 2 August 2011

O relógio a vapor...


Alguns 'posts' atrás falei do relógio a vapor, que existe no bairro Gastown, em Vancouver.

Quando dá a hora, o relógio 'espirra' vapor em jatos, tantos jatos quantos forem as horas que ele está 'anunciando'.

Vou anexar mais uma foto desse curioso relógio, foto esta tirada enquanto o relógio orgulhosamente espirrava vapor...

Aqui vai uma historinha sobre este (e outros) relógio a vapor..

A steam clock is a clock which is fully or partially powered by a steam engine. Only a few functioning steam clocks exist, most designed and built by Canadian horologist Raymond Saunders for display in urban public spaces. Steam clocks built by Saunders are located in Otaru, Japan; Indianapolis, USA; and the Canadian cities of Vancouver, Whistler and Port Coquitlam, all in British Columbia. Steam clocks by other makers are installed in St Helier, Jersey and at the Chelsea Farmers' Market in London, England.
Although they are often styled to appear as 19th-century antiques, steam clocks are a more recent phenomenon inspired by the Gastown steam clock built by Saunders in 1977. One exception is the steam clock built in the 19th century by Birmingham engineer John Inshaw to demonstrate the versatility of steam power.

Voo confirmado

O voo 800, da US Airways, de Charlotte, Carolina do Norte, para o Rio de Janeiro, RJ, foi confirmado.

Já estou com o cartão de embarque (desde ontem) e já ficaram com o meu papelzinho branco (acho que é da imigração). O avião está estacionado e devem estar enchendo o bichinho de comida, para os passageiros poderem comprar bastante comida...

A US Airways só dá uma refeição, para viagens de mais de 6, ou 8, ou 10 horas (não me lembro do regulamento), e somente bebidinhas, para viagens aquém de 5 ou 6 horas.

Deve fazer parte da campanha para manter os americanos e os visitantes esbeltos.

Vejamos se os meus alunos vão me achar muito, muito mais magro, esquelético, quem sabe...

Viajando há 36 horas...

Viajar 36 horas, antes de começar o trecho que realmente interessa (isto é, o trecho EUA-Brasil) é um pouquinho frustrante.

Estou há 35 horas 'no ar', sem ter quase saído do lugar. A única coisa que fiz, até agora, foi atravessar os Estados Unidos, de San Francisco para Charlotte, um voo de quase cinco horas.

Até agora o meu voo, o voo 800 da U.S. Airways, ainda não consta do painel eletrônico do aeroporto. São 7 da noite aqui (8 da noite no Brasil) e o avião está (ou estava?) previsto para sair às 10 e meia da noite (horário daqui).

Como já disse a vocês na vinda, a U.S. Airways está sempre preocupada com a obesidade de seus clientes, então eles são um pouco reticentes em fornecer 'vouchers' de alimentação. Nessas 35 horas decorridas, só me forneceram agora, um voucher de 15 dólares. Um sanduíche e um suco, ou uma salada e um suco, a cada 36 horas, deve aumentar consideravelmente a receita da companhia, além de me manter a barriga 'nos conformes'.

Vejamos como serão as próximas horas...

Para o bem da verdade, no presente caso,não tenho o que reclamar. A culpa de ter perdido o voo foi exclusivamente minha, por ter ignorado solenemente esse tal de fuso horário. O relógio eletrônico aqui do aeroporto dizia, em um cantinho inferior de um imenso painel de horários, a hora local. Não notava quem fosse distraído e eu fui distraído.

Achei, por um momento, que eles não fossem nem me dar um bilhete para o próximo voo. Se eles não me dessem, eu não teria como reclamar.

O chato é saber que os pilotos (ou seu sendicato) está brigando com a companhia e vários voos estão sendo cancelados.

Se meu voo de hoje for cancelado, vão me mandar para um hotel. Já estou até me acostumando à situação, só que a falta de roupas limpas poderá causar algum impacto ambiental negativo nos circunstantes, o que vou lamentar de todo o coração...

O hotelzinho onde fiquei



Este é o hotelzinho, bem adequado e confortável, onde fiquei...

Três conselhos para quem viaja

Tenho 3 conselhos valiosos:

1) saia para o aeroporto, de onde você vai viajar, com 10 horas de antecedência, no mínimo;

2) acerte seu relógio pela hora local, ao invés da hora louca de seu país, ou da hora da última cidade onde você esteve;

3) seja bem gentil para com os 'carrascos' da Homeland Security.

Em relação ao ponto (2) acima, já me disse o sábio Arlo: "that's one of the reasons why I prefer not to wear a wrist watch".

Acho que ele quis dizer que usa relógios de aparelhos que se ajustam automaticamente ao horário local, sofisticação esta que acaba nos atrapalhando (e esse 'nos' talvez somente me inclua), por não sermos tão informatizados assim...

Quanto ao conselho (3) acima, tratar bem o seu semelhante é sempre 'cool', como eles dizem por aqui. Os caras são estressadíssimos, procurando bomba onde não há. Quando eles ouvem um elogio, se derretem todos.

Hoje, aqui em Charlotte, uma 'leoa de chácara' da Homeland Security, ao ver tantos sorrisos meus, disse (abrindo me passaporte): "I like your name!" Agradeci a ela, perguntei qual era o nome dela e ela respondeu "Lisa". Aí, eu 'joguei meio sujo' e repliquei: "I like your name too!". A moça achou bem engraçado e simpático e ficou rindo sozinha.

Hoje os caras me passaram no scanner de corpo. Viram o que quiseram e não esboçaram reação maior. Mas sorriram bastante, como resposta a meus incontidos acenos de cabeça e sorrisos, feito um japonês, que não sou...

Cancelamento de voos, partindo de Charlotte...

A U.S. Airways tem tido muitos cancelamentos de voos.

Soube de alguns casos 'meio trágicos' da U.S. Airways (empresa pela
qual estou vianjando).

Um pessoal, da East Africa, moradores de Toronto, ia a um enterro em
Londres e o voo foi cancelado.

Outro caso: uma americana, casou-se com um inglês, e os convidados
dele, que vieram da Grã-Bretanha, estão há alguns dias tentando
voltar, com voos sendo cancelados pela U.S. Airways.

Segundo esta americana, hospedada lá no hotel onde fiquei, de ontem para hoje, há
uma disputa trabalhista entre o sindicato dos trabalhadores da empresa
em Charlotte e os voos são seguidamente cancelados (há um mês), com a alegação, por parte dos pilotos, de defeitos técnicos nos aviões.

Como o aeroporto central da U.S. Airways aqui nos EUA é o de
Charlotte, a confusão afeta vários voos, para vários lugares..

Se eu conseguir voltar hoje, será bom...

Eu ter perdido o voo ontem foi lastimável...

De volta ao aeroporto de Charlotte

Essa história de ficar gravitando em uma cidade tem dezenas de pequenos inconvenientes e alguns, pouquíssimos, pontos positivos.

Fiquei sabendo, sem ter tido o mínimo interesse nesta informação, que Charlotte, na Carolina do Norte, é a terceira economia do país. É sede do Bank of America...

Enfim, a 'xaropada' pode ir longe, como vocês podem ver no Google/Wikipédia..

Charlotte ( /ˈʃɑrlət/) is the largest city in the U.S. state of North Carolina and the seat of Mecklenburg County. In 2010, Charlotte's population according to the US Census Bureau was 731,424 ,[1] making it the 17th largest city in the United States based on population. The Charlotte metropolitan area had a 2009 population of 1,745,524.[2] The Charlotte metropolitan area is part of a wider thirteen-county labor market region or combined statistical area with a 2009 estimated population of 2,389,763.[5] Residents of Charlotte are referred to as "Charlotteans".
Charlotte has become a major U.S. financial center, and is now the second largest banking center in the United States after New York City. The nation's largest financial institution by assets, Bank of America, calls the city home. The city was also the former corporate home of Wachovia until its purchase by Wells Fargo in 2008; Charlotte will soon become the headquarters for East Coast Operations of Wells Fargo. Charlotte is also home of the Carolina Panthers of the National Football League, the Charlotte Bobcats of the National Basketball Association, the NASCAR Hall of Fame, and the U.S. National Whitewater Center.
Nicknamed the Queen City, Charlotte and its resident county are named in honor of Charlotte of Mecklenburg-Strelitz, who had become queen consort of British King George III the year before the city's founding. A second nickname derives from the American Revolutionary War, when British commander General Cornwallis occupied the city but was driven out by hostile residents, prompting him to write that Charlotte was "a hornet's nest of rebellion," leading to the nickname The Hornet's Nest.
Charlotte has a humid subtropical climate and is situated halfway between the Appalachian Mountains and the Atlantic Ocean, between Washington, D.C. and Atlanta. Charlotte is located several miles east of the Catawba River and southeast of Lake Norman, the largest man-made lake in North Carolina. Lake Wylie and Mountain Island Lake are two smaller man-made lakes located near the city.

Uma reunião de negócios

No penúltimo dia em que estive na residência do Arlo, no The Convent, participei, como 'ouvinte' de uma "reunião de negócios".

Da reunião participavam todos os residentes que não estavam viajando (já que são as férias de verão daqui e várias pessoas aproveitam para viajar, ver seus pais, namorados, namoradas, etc.). Além dos residentes, havia uns 3 'agregados', isto é, pessoas que estavam visitando o The Convent, dos quais um era eu.

Nesta reunião foram discutidos vários assuntos de interesse da comunidade, a maioria dos quais relativos à alocação de recursos da casa. Houve assuntos, relativos à entrega do leite que os residentes usam.

A comida do The Convent é uma mistura de 'alimentos personalizados' (os residentes põem seus nomes nas comidas que compram, identificando-os nas enormes geladeiras da cozinha) e alimentos pertencentes à comunidade de residentes. Entre estes últimos está leite, pão e manteiga, por exemplo.

Em outras palavras, ninguém passa fome, jamais, e todos têm liberdade de usarem seus alimentos 'personalizados', caso queiram almoçar, ou jantar, algo diferente.

A reunião, muito parecida a uma 'reunião de condomínio' aí do Brasil, foi conduzida com profunda seriedade. Começou no horário, havia exigência estatutária de quorum, os votos eram sempre computados ('x' concordam, 'y' discordam, 'w' se abstêm) e o bom humor imperava (ao contrário da maioria das reuniões de condomínio que acontecem no Brasil, pelo que posso julgar corretamente...).

A reunião durou pouco mais de uma (1) hora, foram tomadas várias decisões importantes (ao contrário das reuniões de condomínio do Brasil), o clima foi de absoluta cordialidade (ao contrário...no Brasil...), ninguém virou inimigo de ninguém após a reunião (ao contrário...no Brasil...).

Achei valiosa experiência de poder ver, de perto, que uma gestão participava pode funcionar, desde que haja maturidade para tal.

Como conseguir ter essa maturidade, é complicado equacionar.

Mas é muito possível, porque ocorre aqui. Pode também ocorrer lá e acolá...

Disso podemos concluir que temos, sim, o que aprender com os americanos, ainda que possamos discordar de macropolíticas vigentes.

Encontrei algumas pessoas, americanas, bem críticas das políticas americanas como um todo.

Isso não interfere minimamente, pelo que pude observar, com a gestão da vida pessoal de cada um, com o funcionamento do dia a dia dos estudantes pósgraduados, no que concerne à sua moradia.

This is food for thought.

Victoria


Victoria, capital da British Columbia...

Victoria


Victoria, capital da British Columbia

The Butchart Gardens


Os jardins...

A cidade de Victoria


A cidade de Victoria é muito bonitinha...

The Butchart Gardens


Uma bela árvore...

The Butchart Gardens


Os jardins...

The Butchart Gardens


Lindo, apesar de não serem flores...

The Butchart Gardens


Os jardins já completaram 100 anos de idade...

The Butchart Gardens


Ainda os jardins...

The Butchart Gardens


Mais jardins... (a beleza não está só nas flores mas também nas árvores)

The Butchart Gardens


Outra foto dos jardins...

The Butchart Gardens


Um desconhecido 'atrapalhando' a foto...

The Butchart Gardens


The Butchart Gardens...

O jardim de uma casa, em Vancouver Island


A foto, que tem um pequeno problema por ter sido tirada através do vidro ônibus, mostrando reflexo, mostra um belo jardim de uma casa em Vancouver Island...

Mohamad e eu..


Mohamad, com cara de pesquisador em nanotecnologia.

Eu, com cara de idiota...

O Mohamad puxou conversa conosco, quando íamos de ônibus da estação de metrô até as barcas, que nos levariam a Victoria.

Ele conversou conosco, na barca, sobre horários de visita, distância entre os The Butchart Gardens e a cidade de Victoria, como chegar lá mais facilmente, como voltar à noite para Vancouver.

O orientador do Mohamad, na University of Victoria, é um paulistano, que vive no Canadá.

A cidade de Victoria tem este nome em homenagem à Rainha Victoria. Os laços entre o Canadá e a Grã-Bretanha são um pouco maiores do que eu imaginava.

Ortograficamente, por exemplo, eles escrevem 'centre', ao invés de 'center'. Foneticamente, eles se consideram com um falar totalmente diferente do falar dos americanos (a pronúncia das palavras e o jeito de falar, entoação, etc.). Para quem não está acostumado, eles soam muito parecidos com americanos.

Já os canadenses de Quebec têm um francês bem diferente do francês falado na França. Angela e eu estávamos em um ônibus, em Vancouver Island, e duas meninas sirigaitas (de uns 20 anos, vestidíssimas para uma festa, embora fosse uma hora da tarde) estavam falando uma língua que não conseguíamos identificar à distância. Tomei coragem, enrolei a língua, estufei o peito, fiz cara de gente séria e perguntei que língua era aquela; era francês de Quebec.

Angela e eu, a caminho da Vancouver Island


Esta foto foi tirada pelo Mohamad, um indiano que faz pequisa em nanotecnologia na University of Victoria.

O Mohamad foi quem nos deu todas as dicas necessárias a podermos visitar os The Butchard Gardens e Victoria no mesmo dia, apesar de termos saído de Vancouver tardíssimo, na barca de 11 horas da manhã.

The Butchart Gardens



Mais fotos dos Butchart Gardens (que ficam a 20 quilômetros de Victoria, British Columbia)...

Victoria, por sua vez, fica em uma ilha (que tem o nome confuso de Vancouver Island -- uma ilha de uns 360 quilômetros de comprimento), a umas 3 horas de Vancouver (meia hora até as barcas, uma hora e quarenta até a ilha, meia hora até Victoria), se você souber o horário das barcas, o que não foi o nosso caso.

Nossa viagem a Victoria levou um total de 10 horas (ida e volta) e ficamos em Victoria somente 5 horas.

Para quem estiver indo, as barcas saem de Vancouver (e de Victoria, na volta) às 7, 9, 11 horas. E a última barca de volta é às 9 da noite...

Monday, 1 August 2011

Vocês já ouviram falar num tal de 'fuso horário'?

Perdi o voo.

Perdi o voo, porque não pensei que pudesse haver essa história de 'fuso horário'. Em San Francisco, peguei o avião no voo anterior ao que estava programado, para ter mais tempo de aguardar o horário do avião.

Não deu outra coisa: aguardei, aguardei, aguardei.

E ainda estou aguardando. E vou continuar aguardando, quase mais 24 horas.

Quando fui ao balcão da companhia, me informar sobre o meu voo para o Rio de Janeiro, fui informado do acontecido: "the plane to Rio has already left!"

Achei a informação, dada pelo funcionário da U.S. Airways, obviamente falsa, mentirosa, desmoralizante até! Estavam, evidentemente, querendo me sabotar.

Não era possível. Eu, certamente, estava diante de um agente da KGB, disfarçado de funcionário da companhia aérea.

Imediatamente, mostrei a ele quem tinha razão: estiquei o braço e mostrei-lhe, galhardamente, o meu relógio de pulso comprado na Amazon.com. Relógios da Amazon.com, pensei eu, nunca mentem!

Só que a Amazon não me vendeu um relógio à prova de incompetência do usuário. E, assim, 'quebrei a cara no fuso horário'.

Por um momento ou dois, pensei que o tal agente da KGB fosse me querer cobrar uma outra passagem. Isso me teria feito considerar uma aliança imediata com a CIA, ou com o FBI.

Não foi preciso. O carinha de plantão remarcou o voo na hora (para 24 horas depois) e ainda, gentilmente, me deu um papelzinho que me permitiu vir para um motel super incrementado, a 4 milhas do aeroporto, com nome de gringo e tudo: Homestead Studio Suites. Portanto, periferia, se quiserem saber meu endereço, até amanhã, estou residindo na 710 Yorkmont Road, Charlotte, NC 28217.

Se precisarem me telefonar, para me lembrar de adiantar o relógio para o voo de amanhã, estou no telefone 1-710-676-0083, apartamento 307.

Amanhã, a diária deste luxuoso hotel, que custou $ 50.00 (fifty dollars, Madam or Sir!) se encerra ao meio dia.

Meu voo é às 22h30min (claro que vou estar lá horas e horas antes...). Fico temeroso de ir à cidade de Charlotte e me enrolar para voltar ao hotel.

O hotel tem uma van que faz a ligação hotel-aeroporto, de hora em hora.

Vou passar a noite pensando no que fazer.

Vou procurar no Google, ao chegar aí no Brasil, quem foi que inventou esse maldito desse fuso horário...

Uma loja de bolos, em Vancouver


A vitrina de uma loja de bolos, em Vancouver (com o péssimo fotógrafo, refletido no vidro)...

Prédios, em Vancouver...


Prédios em Vancouver...

Vancouver...


Uma foto de Vancouver...

O bairro Gastown, em Vancouver


Outro prédio em Gastown, Vancouver (que fica a 10 minutos do centro da cidade, onde estávamos hospedados).

O bairro Gastown


O bairro Gastown, em Vancouver, lembra alguma cidade europeia, embora este prédio feio lembre um prédio em Nova Iorque...

North Vancouver


Esta é uma foto de North Vancouver...

The Butchart Gardens


A entrada para visitar os jardins custa quase 30 dólares canadenses.

Considerando-se que os jardins recebem cerca de 1 milhão de visitantes por ano...

Considerando que devem ser necessários centenas de jardineiros, para cuidar de todas aquelas flores...

Durante nossa visita, de cerca de 2 horas, não vimos um jardineiro (eles deviam estar todos escondidinhos, atrás das flores...).

The Butchart Gardens


A entrada para visitar os jardins custa quase 30 dólares canadenses.

Considerando-se que os jardins recebem cerca de 1 milhão de visitantes por ano...

Considerando que devem ser necessários centenas de jardineiros, para cuidar de todas aquelas flores...

Durante nossa visita, de cerca de 2 horas, não vimos um jardineiro (eles deviam estar todos escondidinhos, atrás das flores...).

The Butchart Gardens


Os jardins são muuuuuuuuuuuuuuuuito bonitos...

The Butchart Gardens


Os jardins são muuuuuuuuuuuuuuuuito bonitos...

Ainda sobre The Butchart Gardens...


Ownership of The Gardens remains within the Butchart family; the owner and managing director since 2001 is the Butcharts' great-granddaughter Robin-Lee Clarke. In 1982 the Butchart Gardens was used as the inspiration for the gardens at the Canadian pavilion opened at Epcot Centre in Orlando Florida. In December, 2009 the Children's Pavilion and the Rose Carousel were opened. The menagerie includes thirty animals ranging from bears, to horses, to ostriches, to zebras and mirrors the world from which The Gardens draws its visitors. The designs were hand picked by the owner, in consultation with an artist from North Carolina. The carvings were done by some of the few remaining carvers of carousel art. Each animal is carved from basswood and took many months to complete. There are also two chariots able to accommodate disabled persons.

Sobre The Butchart Gardens...


Trecho tirado da Wikipedia...

Robert Pim Butchart (1856–1943) began manufacturing Portland cement in 1888 near his birthplace of Owen Sound, Ontario, Canada. He and his wife Jennie Butchart (1866–1950) came to the west coast of Canada because of rich limestone deposits necessary for cement production.
In 1904, they established their home near his quarry on Tod Inlet at the base of the Saanich Peninsula on Vancouver Island. [1]
In 1907, 65 year old garden designer Isaburo Kishida of Yokohama came to Victoria, at the request of his son, to build a tea garden for Esquimalt Gorge Park. This garden was wildly popular and a place to be seen. Several prominent citizens, Jennie Butchart among them, commissioned Japanese gardens from Kishida for their estates. He returned to Japan in 1912.
In 1909, when the limestone quarry was exhausted, Jennie set about turning it into the Sunken Garden, which was completed in 1921. They named their home "Benvenuto" ("welcome" in Italian), and began to receive visitors to their gardens. In 1926, they replaced their tennis courts with an Italian garden and in 1929 they replaced their kitchen vegetable garden with a large rose garden to the design of Butler Sturtevant of Seattle. Samuel Maclure, who was consultant to the Butchart Gardens, reflected the aesthetic of the English Arts and Crafts Movement.
In 1939, the Butcharts gave the Gardens to their grandson Ian Ross (1918–1997) on his 21st birthday. Ross was involved in the operation and promotion of the gardens until his death 58 years later.
In 1953, miles of underground wiring was laid to provide night illumination, to mark the 50th anniversary of The Gardens. In 1964, the ever-changing Ross Fountain was installed in the lower reservoir to celebrate the 60th anniversary. In 1994, the Canadian Heraldic Authority granted a coat of arms to the Butchart Gardens. In 2004, two 30-foot (9.1 m) totem poles were installed to mark the 100th anniversary, and The Gardens were designated as a national historic site.

The Butchart Gardens




Os jardins são bem bonitos.

Ficam em uma propriedade particular e foram plantados, no final do século XIX, pela esposa do dono de uma mina, por ela achar o terreno feio.

A história dos jardins, pode ser lida na internet...


The Butchart Gardens is a group of floral display gardens in Brentwood Bay, British Columbia, Canada, located near Victoria on Vancouver Island. The gardens receive more than a million visitors each year.

A turista-furacão, rumo a mais uma aventura


A foto mostra a Angela Maria, no barco, a caminho de Victoria. Victoria fica a uma hora e quarenta minutos de Vancouver. A viagem é demorada (passamos 10 horas viajando, entre ida e volta; e ficamos lá umas 5 horas, somente).

Parte do tempo que perdemos na viagem foi que saímos do hotel, no centro de Vancouver, às 09h20min da manhã, quando o mínimo que deveríamos ter feito, teria sido pegar a barca de 9 da manhã (o que implicaria em sair do hotel às 8 da manhã).

Falando em hotel em Vancouver, O Howard Johnson, onde ficamos, é muitissimamente bem localizado, no centro, não sendo um hotel de luxo mas tendo conforto bem adequado. A rua do hotel é uma das principais ruas que cortam a cidade, muito fácil de se localizar. A proximidade de lojas de produtos eróticos e um 'inferninho' do lado do hotel não nos causou qualquer constrangimento nunca vimos ninguém suspeito, em momento algum, nem nos foi jamais dirigido qualquer convite que julgássemos inadequado. Uma única noite, chegando ao hotel, vimos os seguranças da boate (?) Barcelona, ao lado do hotel, revistando um freguês (paciente? sócio? participante?) com apalpadelas dignas da Homeland Security americana -- fiquei, na ocasião, me perguntando se eles estavam procurando o mesmo que procuravam no corpo da Angela, lá no aeroporto de Vancouver...).

Os The Butchart Garden, em Victoria


Não tenho certeza se já mostrei alguma flor dos The Butchart Gardens, de Victoria, capital da British Columbia, a província canadense onde fica Vancouver, na costa oeste canadense. Quem gosta de flores, deveria dar uma olhada no site deles, para ter alguma ideia de como são bonitos aqueles jardins...

A loja do MOMA-SF

À guisa de esclarecimento, MOMA-SF = Museum of Modern Arts, San Francisco

Ontem, após deixar a Angela aos atenciosos e solícitos cuidados dos leões de chácara da Homeland Security, fui trocar alguns dólares canadenses que ainda tinha comigo, além de ter procurado uma ATM Machine (terminal bancário do Visa), para saber o saldo da 'conta de viagem' do Visa (uma nova modalidade de levar dinheiro para o exterior, que desconta menos imposto e se torna uma opção interessante para alguns).

Nos Estados Unidos, antes de nossa viagem ao Canadá, conseguíamos saber o saldo de nossa conta mas no Canadá nunca conseguimos essa proeza. Lá no Canadá a única opção que a maquininha nos dava era de retirar dinheiro.

Depois de ter sabido que me restavam 100 dólares na conta, fui perambulando pelo andar superior, setor internacional, do aeroporto de San Francisco, quando me deparei com a loja do MOMA-SF (Museum of Modern Arts-San Francisco). É uma loja muito bacana, com produtos mirabolantemente bem feitos e de bom gosto.

Passei bem uma hora lá na loja do MOMA-SF no aeroporto e, se tiver tempo hoje, antes do meu voo, ainda vou lá comprar (por 5 dólares) um 'segurador de forma de pizza de silicone' que é uma invenção bem útil. Esclareço aqui, para o bem da verdade, que não é a pizza que é de silicone mas sim o segurador de forma de pizza.

Ou ainda, um 'prendedor de colheres, ou garfos, na beirada de panelas', presente muito útil para as ótimas cozinheiras que conheço, como Tania Mara (cuja comida nunca provei mas que tem 'todo jeito de cozinheira de mão cheia'), Ana Maria (minha querida cunhada), Sirlene (minha amiga curitibana, que agora mora em BH), Angela Maria (a turista-furacão) e algumas outras, cujos nomes não citei nominalmente mas que também cozinham 'comidas com qualidade de chef'... Também tenho alguns amigos homens que cozinham muito bem, o Arlo Faria (morador aqui do The Convent) e o Geraldo Cintra (morador de Osasco), por exemplo.

Aproveito a oportunidade para registrar que, embora possa estar cometendo alguma injustiça imperdoável, não "poria a minha mão no fogo" pela qualidade da cozinha do Christiano, ou do Assis, ou da minha própria cozinha (esta última, sem qualquer sombra de injustiça, com anos de pleno conhecimento de causa). Mas, dos meus dois outros amigos citados, posso estar sendo cruel e me retrato publicamente, caso as esposas deles (a Sirlene e a Tania Mara) atestem o contrário.

Voltando à lojinha do MOMA-SF, no aeroporto: a tal loja do museu tem 2 tipos principais de objetos à venda: os que me interessam mais de perto (baratíssimos e muito 'bem bolados') e os que me interessam bem menos (caríssimos, atrás de um balcão de vidro, mas também de extremo bom gosto).

Havia, por exemplo, relógios de pulso e de parede muito lindos, muito inventivos, como um que passava a hora, como se fosse um aviso eletrônico de notícias (é difícil explicar com clareza, aqui, como era o tal relógio).

Tenho duas amigas que, como eu, gostam muito de apreciar a construção de diferentes relógios (a Tania Mara e a Sirlene), então achei bom registrar isso aqui, já que ambas poderiam vir 'para esse lado do mundo' e, se tivessem tempo de sobra no aeroporto de San Francisco, certamente compartilhariam comigo da admiração dessa lojinha do MOMA-SF.

Se tiver tempo, volto lá na loja ainda hoje...