Sunday, 31 July 2011

Angela deve ter se ido..

Fomos para o aeroporto de San Francisco, hoje, pela manhã, Angela e eu.

Os passageiros em voos saindo dos Estados Unidos têm de chegar ao aeroporto com muita antecedência hoje em dia. As filas para revistas são longas.

O departamento que cuida disso aqui é o Homeland Security. São agentes antipaticíssimos, em sua grande maioria, usando de uma autoridade que lhes é delegada 'de cima' e que eles exercem 'sem dó nem piedade'.

Angela viajou pela Delta, que é uma ótima companhia.

Vou viajar amanhã pela US Airways, que parece ser uma companhia problemática (para não criticar injustamente/indevidamente).

O voo dela era às 12h50m. Saímos de casa às 09h15min. Chegamos ao aeoroporto às 10h40min.

Deve ter dado tempo (eu acompanhei a Angela, na fila da 'revista corporal', até onde foi possível, e depois me despedi, achando que deve ter dado tempo de ela embarcar).

Na fila de ser revistada, entre Vancouver e San Francisco, Angela foi sorteada, aleatoriamente, para "uma revista completa". Isso a fez ter de optar entre "body patting" (apalpar o corpo) ou "body scan" (aquele aparelho que tira o raio-x até do fígado do micróbio de poeira que tenha se instalado em algum lugar onde não foi chamado...).

Angela, bravamente, disse à senhora que se dispôs a apalpá-la, no estrito cumprimento do dever, que não se opunha ao método de revista que ela entendesse melhor. Então, a funcionária optou por "body scan" e Angela entrou em um aparelho, onde ficou de mãos para cima e abertas, como em um esquema de Leonardo Da Vinci que circula mundo afora.

Além desse processo investigativo, a mala da Angela teve o cadeadinho quebrado e a mala revistada, para ver se descobriam algum plano mirabolante dela, para derrubar prédios públicos, apesar de o treinamento profissional dela ser mais para o verbo TO BE, do que para o verbo TO INFILTRATE, TO DESTROY, TO CRUSH, TO TERRORIZE e assemelhados.

Parece complicado convencer esse pessoal dessas nossas verdades, então é infinitamente mais fácil deixar que eles se divirtam com o nosso possível acanhamento 'patropi'.

Pelo que Angela deixou tranparecer, o tal "body scan" não tirou pedaço, não fez cosquinha, não esquentou, nem esfriou nada. Só deixou a vítima um pouco pensativa...

Desculpem-me mais esta digressão.

Eu falava da fila para ser revistada aqui em San Francisco. Fiquei com Angela na fila, até que não mais era possível ficar por ali, sem ter de explicar ao tal leão de chácara governamental que eu estava simplesmente dando 'apoio moral' à professora. Despedi-me, dei um beijinhos e fico aqui imaginando se ela foi outra vez sorteada para a tal escolha de Sofia: "body patting" ou "body scan".

Conheço algumas pessoas que talvez pedissem: "both, please!"

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