Thursday, 14 July 2011

A Nikon me surpreendeu


Compramos uma máquina digital Nikon Coolpix L120.

Como tenho repetido à exaustão, sou péssimo fotógrafo (e não digo isso por falsa modéstia, esperando que os parentes e amigos me 'afaguem', me deem tapinhas nas costas, digam quão modesto eu sou). Um mero 'passeio' pelas fotos deste blog será suficiente "to prove my point".

Claro que isso não me incomoda, pois, se incomodasse, eu faria silêncio sobre o assunto, ou me irritaria, quando/se isso fosse mencionado.

Disse a vocês que os pobres dos engenheiros que projetam essas máquinas conseguem adicionar "estabilizador anti-tremeliques", "estabilizador anti-terremotos", "estabilizador anti-desastres aleatórios". Eles fazem isso, sabendo que tem muita gente, infelizmente, inteiramente sem noção de o que deveriam estar tentando fazer, ao tirarem uma foto.

Sou um desses.

O que tenho a dizer, no entanto, é que dou a mão à palmatória, em relação ao esforço dos engenheiros da Nikon: eles conseguiram fazer uma máquina de fotografia à prova da minha burrice extrema. Eles merecem, sem dúvida, o Prêmico Nobel da Engenharia Fotográfica.

Acompanhem meu alquebrado raciocínio, acerca da foto que vou juntar ao presente post. É uma foto que mostra um pedaço de algo parecido com uma "mata densa". Pois bem, eu estava numa tal de Oxford Street (a de Berkeley, não a de Londres), que fica paralela à Shattuck Avenue (da qual tenho falado com vocês nos posts anteriores, sendo, por exemplo, a rua onde está situada a Galeria ACCI, uma cooperativa de arte).

Pois bem, a Oxford Street é uma rua larga, com 2 ou 3 pistas de trânsito, em ambas as direções, e a rua ladeia o campus universitário. A mata que aparece na foto é parte do campus. Só que eu estava, de pé, na calçada do lado 'errado' para quem quer fotografar o campus universitário.

Ou seja, parece evidente, à maioria dos animais minimamente pensantes, merecedores do epíteto de 'animais racionais', que é mais normal, mais sensato, se colocar do lado do campus, se se quer fotografá-lo, ao invés de se colocar do lado oposto da rua, com trânsito pesado fluindo pelo meio.

Pois bem, eu estava exatamente onde não poderia estar, para fotografar o que queria.

Foi aí que eu consegui o impossível. Experimentei o tal "zoom" da máquina Nikkon. Só que, só que, só que.... a Nikon não tem um "zoomzinho" qualquer; ela tem um "zoomzão" maravilhoso, que aproxima 21 vezes o objeto a ser fotografado.

O que eu até agora não consegui descobrir (por não ter sido iluminado por um leitor mais esclarecido, ou menos burro, do meu blog) é como a danadinha da máquina conseguiu (estando nas mãos da minha patética figura, que estava atrás de um tráfego intenso, de carros e ônibus) tirar o tal pedaço do campus, cheio de mata virgem.

Eu estava certo que tiraria uma foto de um ônibus urbano e que teria de me desculpar, mais uma vez, com meu público leitor "pela maçada" de ter fotografado um ônibus, ou um carro qualquer.

Pois isso não aconteceu.

Foi milagre da Nikon, ou melhor, dos engenheiros, provavelmente japoneses, que a projetaram.

Moral da história: a máquina digital Nikon é à prova da idiotia fotográfica profunda.

Thank you, Japan. Thank you, Nikon.

Sayonara!

1 comment:

  1. Que bom! As fotos dos grizzly bears vão ficar ótimas!!

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