Sunday, 31 July 2011

O tal do check-in

Fazer o check-in é dizer o voo em que se fez reserva da passagem (contra o pagamento de uma fortuna, é claro) e obter um papelzinho que nos permite viajar.

As companhias querem, cada vez mais, aumentar seus lucros e ter menos funcionários com que se preocupar. Então, o tal check-in é agora, muitas vezes, feito pelo próprio passageiro.

Isso já é bem complicado, para quem fala a língua do país. É complicadíssimo, ou até quase impossível, para quem pensa que 'down' é 'para cima' e 'up' é para baixo', ou seja, quem fala pouco, ou muito pouco, ou nada, da língua do país em que está sendo feito o tal check-in...

O tipo de check-in muda de aeoroporto para aeroporto, de companhia para companhia, de cidade para cidade.

Em Vancouver foi de um jeito. Hoje, em San Francisco, foi bem diferente.

Hoje, a máquina de check-in pediu o código de identificação da passagem. Digitamos o código e a máquina não localizou nada. Tentamos outra vez, a máquina insistiu que não conhecia a Angela.

Tentamos pelo passaporte, que a máquina reconhece, após introdução de uma página tal lá (que tem código de barras) em um orifício lá, que lê o tal código.

Quem fala inglês mas não sabe onde está o código de barras do passaporte, ou o orifício correto onde o passaporte tem de ser inserido, na posição correta para a leitura, não consegue fazer o check-in.

Depois da quarta tentativa de fazer a máquina reconhecer o passaporte da Angela, uma funcionária do aeroporto veio nos auxiliar. Ela fez algumas escolhas surpreendentes (para nós, é claro), virou o passaporte de várias formas, fez escolhas insuspeitadas.

Após 3 tentativas, por parte dela, ela tranquilamente mudou de máquina, dizendo "algumas máquinas estão com defeito e não trabalham bem". Nós teríamos ficado uns 20 ou 30 minutos tentando, achando que a reserva da passagem da Angela não tinha sido feita no Brasil.

Ao mudar de máquina, o check-in funcionou direito.

Depois do check-in, era a hora de passar pela tal revista (tirar sapatos, colocar aparelhos eletrônicos em um recipiente de plástico, tirar o capote talvez e, em alguns casos, ser apalpado pelo funcionário). Essa revista tinha uma fila de uns 300 metros, fazendo voltinhas por um cercado, depois seguindo pelo saguão principal do terminal do aeroporto.

Esse processo todo deve ter demorado cerca de uma hora. Afastei-me da Angela, quando não era mais prático continuar conversando, pois ela tinha de se dirigir a uma área onde somente passageiros que estão embarcando devem estar presentes.

Moral da história: para viajar de avião, nos Estados Unidos, é preciso se munir de muita paciência, estar preparado para algumas apalpadelas, levar a história toda mais ou menos na esportiva. De qualquer maneira, eles vão infernizar um pouco (ou um muito) as nossas vidas. De qualquer maneira, eles vão fazer a revista que julgam necessária.

Para evitar esses dissabores, o jeito é/seria ficar em casa, ou viajar para países selecionados, como Uzbequistão, Groenlândia, ou República dos Camarões. E estou falando isso "do meu chapéu", por nunca ter tido a oportunidade de visitar esses três países e, portanto, não ter vivenciado as realidades 'viajatórias' deles, as quais desconheço completamente.

Visitar os Estados Unidos tem o seu preço. Alguns escolhem pagar esse preço, outros não.

No comments:

Post a Comment