Saturday, 16 July 2011

O nosso novo ralador

Sempre quis ter um ralador de queijo bom.

Mas não queria um processador.

Processador é muito grande, muito caro, muito bom para quem cozinha. Um trambolho para quem não cozinha quase.

Angela e eu comemos muito em 'restaurante a quilo', por ser mais fácil. Apesar de eu gostar muito da comida que a Angela faz, não vejo por que ficar perdendo tempo em cozinha.

Mas um ralador de queijos razoável eu gostaria de ter.

E já procurei bastante.

A gente tem um ralador de plástico. Funciona com queijo bem macio. Com queijo parmeson um pouco durinho, quebra.

Quebrei nosso ralador há pouco tempo.

Compramos um de ferro que é uma porcaria. Não rala.

Ralador que não rala é feito telefone que não fala. Para que ter?! Só ocupa espaço e irrita na hora de usar.

Já procurei muito um ralador razoável.

Depois que quebrei nosso último ralador (uma geringoncinha com manivela que roda, triturando o pobre queijito), compramos o malfadado ralador de ferro. Não aprovou. Compramos outro exemplar do frágil ralador de plástico. E passei a só usar queijo parmeson mole, o que nem sempre é possível.

Com isso, todo queijo parmeson duro, eu como o pedaço inteiro, sem ralar.

Acho isso doideira.

Comparável a termos um telefone celular, que só fizesse ligações para o prefixo 2551... mas nunca para os prefixo 2332... ou 2789...

Ninguém compraria um telefone desses.

Eu não quero um ralador de queijo fragilíssimo.

Mas não gostaria, também, de comprar um ralador de 500 ou 800 reais, para ralar "um queijo na vida, outro na morte". Isso me parece desperdício.

Ontem estávamos, Arlo, Speedy, Tania Mara e Assis, em uma loja grãfina da cidade de Emilesville, quando resolvi procurar um ralador.

Tenho de interromper meu relato, para ajudar na faxina da residência onde estou hospedado.

Deixo alguns de meus poucos leitores levemente curiosos, enquanto faço a faxina. Quando tiver mais um tempinho, volto à narrativa.

Desculpem-me, Caríssimos.

Voltarei em breve, a este mesmo 'Batcanal'.

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