Pensei que estivesse a caminho de San Francisco.
Em verdade, estou me preparando para ir para a cama, ainda em casa, ainda no Rio de Janeiro!
Cheguei ao aeroporto do Galeão, entrei em uma fila, sem saber bem que fila era aquela. Apresso-me em acrescentar que era uma fila no terminal correto, nas proximidades de onde iriam atender ao checkin do voo da U.S. Airways para Charlotte/San Francisco.
As duas moçoilas à minha frente falavam aos seus respectivos celulares e decidi não interrompê-las. Falei com uma senhora, na mesma fila, um pouco adiante. Perguntei se era a fila da U.S. Airways e ela me respondeu: "espero que sim".
Esperei cerca de 3 minutos.
Chegou um funcionário da U.S. Airways (a companhia que me levaria hoje a San Francisco) e disse que o voo talvez saia amanhã, pois foi cancelado.
Não se dignou a dar uma desculpa qualquer, tipo "o motor do avião está precisando de uma retífica", ou "o piloto chegou ao aeroporto muito bêbado e resolvemos descansá-lo até amanhã pelo menos¨.
Nem desculpas honrosas, nem desculpas esfarrapadas.
Simplesmente: o voo foi cancelado.
A companhia me pagou o táxi, pudera, para voltar a Botafogo. Deu-me um cartão, com um número de telefone, adiantando que o voo talvez saia amanhã pela manhã (mas que devo confirmar por telefone) e que o checkin talvez aconteça amanhã, a partir de 07h30min da manhã.
Devo confessar que minha viagem a San Francisco, até o momento, está meio pobre de acontecimentos eletrizantes.
Estava esperançoso de poder ver animais exóticos em Yellowstone mas, até o momento, meu horizonte de experiência está meio limitado à conversa que tenho tido com os motoristas de táxi, entre Botafogo e o Galeão e entre o Galeão e Botafogo.
Nada me resta, por ora, a não ser ir dormir e acordar amanhã bem cedinho (para voltar ao percurso Botafogo/Galeão), na esperança de ser transportado a San Francisco, de avião, ou de barco, ou de helicóptero... No que a U.S. Airways se dispuser a oferecer a seus fiéis passageiros, entre os quais ainda me incluo...
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