Resolvi provar ao Arlo que cidadão oriundo de país do terceiro, ou quarto, mundo pode muito bem, sim senhor, ensinar ao primeiro mundo, como se faz uma sobremesa saborosa.
Resolvi ensinar-lhe como se faz 'leite condensado cozinhado' (que fica muito, muito gostoso, já que qualquer coisa com leite condensado é gostosíssima).
Pois bem, peguei a lata de leite condensado, colocamos na panela de pressão por 40 minutos, abrimos a panela de pressão, os tambores rufaram, estufei o peito, quase cantei o Ôviro..., conti-me.
Arlo me perguntou se a lata já estava fria. Afirmei que sim. Peguei na lata e me 'quemei legal'. Mas fiz cara de John Wayne, por que aprendera minha lição mais cedo lá na Amoeba.
Aguentei a dor, sem qualquer faniquito, esfriamos um pouco mais o leite condensado. Arlo abriu a lata.
O leite estava líquido, líquido.
Arlo deu o diagnóstico de autoridade máxima na cozinha: a gente não pôs leite condensado para cozinhar. Botamos um outro produto, sem açúcar.
Eu desconhecia que, na dispensa do The Convent, há mais de um tipo de latinha do tamanho da latinha de leite moça.
Prometi, então, solenemente, ante a Bíblia dos Cozinheiros, que amanhã consertaremos esta falha culinária quase imperdoável.
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