A viagem do aeroporto é fácil.
É só comprar um bilhete, na maquininha que cospe bilhetes, de $ 8.65 (oito dólares e sessenta e cinco centavos de dólar).
Botei uma nota de vinte e a maquininha me disse que só dava troca até 4 dólares.
Achei a maquininha meio desonesta, de não me avisar antes disso.
Enfim, resolvi comprar uma passagem de ida-e-volta, para a maquininha poder se sentir melhor em me passar para trás.
A viagem, em uma tal de BART [Bay Area Transport], foi ótima. Teve até lance de primeiríssimo mundo: a minha conexão, na baldeação, para em uma estação, ao mesmo tempo em que um trem de outro lugar para na plataforma em frente. Isso quer dizer que nossa baldeação é feita atravessando a plataforma, pois as portas dos vagões se abrem cronometricamente uma em frente à outra.
Fiquei boqueaberto com a demonstração inabalável de primeiro mundismo dos engenheiros ferroviários norteamericanos.
Aí o meu trem saiu, fechou a porta, no mesmo segundinho que o trem da outra plataforma fechava a porta. Foi tão no mesmo segundinho que me apercebi que eu estava, feito um matuto, vendo o reflexo do meu próprio trem no vidro do vagão...
Foi mal...!
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